Muito provavelmente você já deve ter escutado sobre a necessidade de tomar vacinas para viajar, com destaque especial para a da febre amarela, que é obrigatória em determinadas regiões do Brasil e do mundo, certo?

Sim, de fato, essa doença tem causado um alerta de entidades de saúde internacionais após suspeitas e casos concretizados de vítimas do mosquito em diferentes continentes, principalmente nas zonas tropicais. 

Mas você sabia que, além da febre amarela, outras vacinas são recomendadas pelo Ministério da Saúde para determinados destinos brasileiros

Com um território continental, as diferenças de clima, vegetação e até mesmo de infraestrutura básica de algumas áreas do Brasil, o risco da proliferação de determinadas doenças no país é maior. E o principal meio de controle desses casos por parte do Estado é através da vacinação da população. 

Além de garantir a segurança para a saúde do viajante, ter o certificado de vacinação devidamente atualizado evita dores de cabeça com as  entidades responsáveis na hora do desembarque. 

Por isso, se tem alguma viagem planejada, esse é o post! Saiba as recomendações de vacinas para viajar pelo Brasil e todas as informações necessárias antes de embarcar. 

Febre Amarela 

Conforme já citada, a febre amarela ganhou destaque nos noticiários recentes devido ao crescimento do número de casos em diferentes regiões. Mais comuns na América Latina e África, essa doença (transmitida somente pela picada do mosquito… não de macaco), acendeu um alerta internacional e se tornou obrigatória em todo o mundo.

No Brasil não é diferente. Com grande incidência de casos, alguns estados solicitam que seus visitantes tomem a vacina contra a doença. As regiões mais endêmicas no Brasil são:

Amapá,Tocantins, Maranhão, Acre, Rondônia, Roraima, Amazonas, Pará, Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Porém, o recomendado é que todo o cidadão se previna tomando a vacina, independente do estado. 

A vacina contra a febre amarela pode ser aplicada nos postos de saúde da sua cidade a partir de 1 ano de idade. A aplicação é gratuita e deve ser feita pelo menos 10 dias antes de viajar. 

Antigamente, a vacina tinha validade de 10 anos e, após esse período, o viajante precisava tomar outra dose e atualizar seu certificado. No entanto, desde 2016 a dose é única e válida para a vida toda. 

Febre Tifoide 

Pouco menos comentada em relação a febre amarela, a vacina contra a febre tifoide é altamente recomendada também aos viajantes, em especial quando pretendem visitar áreas com menos infraestrutura sanitária. No caso do Brasil, as regiões Norte e Nordeste são as que se encontram nessa situação. 

A doença é transmitida pela ingestão de água e alimentos contaminados ou pelo contato direto com excreções de pessoas infectadas pela bactéria Salmonella. Isso, aquela mesma do esquema de fraude da BRF – Sadia, Perdigão, Qualy etc.

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina tem baixo poder e imunização e sua duração no organismo é curta. Per essa razão, é recomendada sua aplicação próxima a data viagem, mesmo não sendo de caráter obrigatório.

Hepatite A 

Assim como a febre tifoide, a Hepatite A é transmitida através da ingestão de água e alimentos contaminados. Os cuidados com os locais de refeições e garantir que a água ingerida seja 100% potável são algumas das recomendações para quem pretende viajar para áreas de pouca infraestrutura sanitária. No entanto, o principal meio preventivo é através da vacina. 

Hepatite B, Dengue, Chikungunya e Zika 

Essas doenças, apesar de controladas, todo ano ganham destaque nos principais noticiários, fazendo crescer o medo de uma epidemia. Antigamente, a vacina era indicada para viajantes da região Norte, em especial a Amazônia. Entretanto, a vacina passou a ser recomendada em todo o território nacional por motivo de suspeitas de casos em diferentes regiões. 

Assim como as demais vacinas, são aplicadas gratuitamente nos postos de saúde de todo o país. 

Diarréia dos viajantes

Apesar de não apresentar grandes riscos à saúde do viajante, essa doença é a mais comum entre os que se deslocam de uma região para outra e podem simplesmente arruinar a viagem.

As recomendações para essa vacina são especialmente para destinos internacionais, como países asiáticos. Porém, mesmo com incidência baixa de casos no Brasil, recomenda-se a prevenção para determinadas regiões, como Norte, Nordeste e Sudeste. 

Além de poder ser transmitida pela água contaminada, esses casos são comuns em pessoas que ingerem determinados tipos de alimentos, seja por excesso ou mal cozimento. Entre algumas das comidas que merecem um cuidado especial, vale citar o vatapá, o tacacá, o camarão e a lagosta. 

Outra doença conhecida e que voltou a chamar a atenção das entidades de saúde é a Malária, que teve alguns casos registrados no último ano no Brasil. Apesar de ainda não haver uma vacina para evitá-la, a doença tem cura e pode ser prevenida por meios alternativos, como o uso constante de repelentes e mosquiteiros em locais de maior incidência, como no caso das regiões mais isolados da Amazônia. 

Onde e como tomar as vacinas? 

No Brasil, a Anvisa disponibiliza todas as vacinas citadas acima nos postos de saúde do país inteiro. As aplicações são gratuitas e não precisam de agendamento. 

Mesmo para quem não tem viagem programada, a recomendação é estar com o calendário de vacinação em dia para garantir a prevenção de diversas doenças, independente da região, sexo ou idade. 

A lista completa com os endereços dos postos de saúde que aplicam as vacinas está disponível no site da Anvisa. 

Como solicitar o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP)?  

Atualmente, a maior parte dos postos de saúde que aplicam as vacinas para viajar também emitem o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia, que é o documento oficial para comprová-las. 

Outra forma de obter o certificado é através dos Centros de Orientação ao Viajante da Anvisa. Todavia, esses locais não aplicam as vacinas. 

Esse documento é emitido na mesma hora e não possui nenhum tipo de cobrança em todo o território nacional. 

Apesar de não haver uma obrigatoriedade dessas vacinas para viajar, com exceção da Febre Amarela (solicitada inclusive internacionalmente), estar em dia com todas elas é essencial para garantir sua saúde e evitar imprevisto que podem atrapalhar todo o seu roteiro. 

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