Você já ouviu aquele velho ditado que diz que “a palavra convence, mas só o exemplo arrasta”? Pois bem, na chamada era da globalização e inseridos em um mundo completamente focado em lucratividade, muitas vezes deixamos de lado o exercício do “ser humano” no mais profundo de sua essência e significado.

Estamos tão concentrados em nós mesmos, em produzirmos para termos e termos para nos incluirmos, que simplesmente ficamos sem tempo de olhar para o lado e reconhecer nossos irmãos como semelhantes. E assim seguimos nessa jornada incessante e até mesmo egoísta, em que pensar em responsabilidade social parece sempre ficar em segundo plano.

Mas se você, assim como nós da Chronus, está incomodado com esse comportamento frio e calculista, saiba que sua atitude pode ser uma das precursoras para reverter essa situação e promover uma verdadeira corrente do bem. Sim, você pode fazer diferença na sociedade

A resposta? É clara e está em pequenos gestos e ações capazes de promover um bem maior e incentivar multidões. Para isso, precisamos falar sobre responsabilidade social. Interessado? Esperamos que sim, pois preparamos com muito carinho um conteúdo completo logo abaixo para você.    

O que se entende por responsabilidade social?

Você deve estar se perguntando o que é responsabilidade social, certo? Seria o simples “fazer boas ações”? Fazer algo por caridade? Na verdade, o conceito é muito mais amplo e requer uma definição um tanto quanto mais assertiva.

Logo, vamos a definir como um compromisso empresarial cujo objetivo visa contribuir para o desenvolvimento econômico sustentável de um país, na qual podem ou são envolvidos desde o quadro de funcionários de uma dada instituição até a comunidade em geral. Como resultado, busca-se a melhora da qualidade de vida de todos os envolvidos e o desenvolvimento humano em si.

Assim, podemos dizer que, basicamente, responsabilidade social é o nome que se dá à iniciativa de uma empresa e/ou companhia em promover ações voluntárias, sem qualquer fim lucrativo, com o intuito de levar benefícios para a comunidade em geral. Para tal, as instituições envolvidas adotam uma ou mais causas sociais e trabalham em prol de cada qual. 

E engana-se quem pensa que esse conceito é novo. Na verdade, estudos indicam que a preocupação das instituições em promover projetos sociais começou entre as décadas de 50 e 60 nos Estados Unidos e em boa parte da Europa.

Contudo, por decorrência de divergências políticas, o assunto só passou realmente a ser considerado importante na década de 70, no qual se formaram associações interessadas em deliberar sobre a temática. No Brasil, apenas no final dos anos 90 o assunto ganhou relevância. Antes tarde do que nunca!

Felizmente, com o tempo essa prática foi ganhando seu espaço e se enquadrando em uma série de diretrizes, o que culminou em 2010 na confecção e aprovação da  ISO 26000, normativa internacional de padronizações que define o que é e como funciona a Responsabilidade Social Empresarial (RSE) através de um comportamento ético e transparente.   

Quais são os pilares da responsabilidade social?

Baseada em três pilares de desenvolvimento — econômico, ambiental e social — a normativa em questão trata seis temas básicos, sendo eles: Direitos Humanos, Práticas Trabalhistas, Meio Ambiente, Práticas Justas de Funcionamento, Problemas do Consumidor e Participação e Desenvolvimento da Comunidade.  

No entanto, como você deve ter observado, falar sobre responsabilidade social é também pensar em atitudes que promovam o bem-estar dentro da própria instituição. Logo, podemos definir as ações adotadas em dois diferentes níveis ou modalidades: internas e externas.

Por ações internas entendem-se aquelas que são gerenciadas dentro da empresa e visam a melhora da qualidade de vida de seus próprios colaboradores e familiares. Já as ações externas são aquelas dedicadas a levar algum benefício seja para a rede de parceiros e usuários do sistema, seja para comunidade ou meio em que se vive. Ambas atividades podem ser trabalhadas simultaneamente e gerar mútuos benefícios.

É necessário lembrar, contudo, que essas ações não se enquadram naquelas previstas e realizadas de forma obrigatória apenas para isenção ou redução de impostos. Como dito mais acima, são completamente voluntárias e não geram qualquer benefício financeiro direto para a empresa.

Aliás, há de convir que os benefícios gerados por essas ações são, literalmente, impagáveis. Mas e você, atua com responsabilidade social dentro de seu empreendimento? Se não, que tal pensar no assunto?

Quais os tipos de responsabilidade social?

E após entendermos a base e essência do que é a responsabilidade social, que tal descobrirmos um pouco mais sobre como essa prática se divide? Como já citamos, há uma subdivisão em níveis de onde e para quem são realizadas tais ações de promoção de melhorias, o que muito tem a dizer sobre os diferentes tipos de responsabilidade social, sendo eles divididos em 4 tipos: Individual, Empresarial, Corporativa e Ambiental.

Responsabilidade Social Individual (RSI)

Primeiramente, é necessário dizer que o termo “responsabilidade social” é empregado mais para o contexto empresarial, contudo, não é nada incomum acharmos referências que utilizam o termo também para definir a postura de pessoas que promovem ou realizam alguma ação para benefício do próximo.

Assim, segundo deliberado no Workshop for Civic Initiatives Foundation, na Bulgária, o conceito pode ser definido como “a responsabilidade social individual que inclui o envolvimento de cada pessoa em relação à comunidade onde vive, o que pode ser expresso como um interesse para o que está acontecendo na comunidade, bem como na participação ativa na resolução de alguns dos problemas locais”. 

Em resumo, por RSI compreende-se as ações individuais que igualmente podem ser englobadas no conceito solidário, capazes de promover benefícios para a sociedade e/ou meio ambiente. São aquelas basicamente desenvolvidas por pessoas físicas, que compõem Organizações Não-Governamentais (ONGs) ou mesmo realizam projetos sociais de forma independente, como visitas a orfanatos, asilos, festas comemorativas e outras mais ações.   

Responsabilidade Social Empresarial (RSE)

O conceito de responsabilidade social Empresarial inclui as iniciativas promovidas por empresas que, sem qualquer retorno financeiro, dispõem voluntariamente de parte de seus lucros para atividades voltadas ao meio ambiente ou comunidades em situação de vulnerabilidade.

Ainda, essa modalidade pode ser desenvolvida por empresas de qualquer tamanho, sendo comumente mais praticadas por aquelas de grande porte. Como exemplo, podemos citar o Instituto Coca-Cola, que realiza o programa Coletivo Jovem, que, conforme informações do site, “tem como objetivo inspirar e empoderar jovens de 16 a 25 anos, moradores de comunidades urbanas de baixa renda, por meio da capacitação e desenvolvimento profissional, valorização da autoestima e conexão com novas oportunidades de geração de renda 

Responsabilidade Social Corporativa (RSC)

Um outro tipo de responsabilidade social realizada é a corporativa, dedicada de forma mais específica para o “olhar para dentro”, ou seja, para as necessidades dos colaboradores da empresa que assume esse compromisso. Nesse tipo de atividade, as empresas se comprometem com um conjunto de ações que beneficiam não somente seu quadro de funcionários como também seus familiares, refletindo positivamente na comunidade de forma geral.

Alguns projetos são tão completos que consideram fatores como meio ambiente, saúde, transporte e até mesmo lazer para o seu pessoal e dependentes. Em um país que vive há tantos anos uma grave crise financeira, é difícil acreditar que alguma corporação seja tão benevolente, não? Pois acredite, algumas empresas brasileiras oferecem vantagens invejáveis e se configuram quase no emprego dos sonhos!

E apesar de tais ações não terem retorno financeiro para a empresa, é de se esperar que haja um retorno vantajoso na produtividade de trabalho. Afinal de contas, empregado feliz é empregado produtivo. E então, que tal continuar considerando essa ideia?  

Responsabilidade Social Ambiental (RSA)

Por fim, resta-nos falar sobre a responsabilidade social ambiental que, por sua vez, também tem como normativa própria a ISO 14000, garantindo que toda empresa, de iniciativa pública ou privada, pratique a gestão ambiental. E sim, como você já deve ter corretamente pressuposto, a RSA abrange toda e qualquer ação voltada para a preservação do meio ambiente e para atitudes sustentáveis.

Essas iniciativas visam desde a educação da população quanto ao uso consciente de recursos naturais, até a própria reciclagem de materiais e preservação da fauna e da flora. Por seu baixo valor de investimento, essa é uma das estratégias mais empregadas pelas empresas e igualmente valorosas para a comunidade como um todo.

Temos vários exemplos a serem seguidos, como nos ensinam as empresas modelo em RSA. Uma das iniciativas é da Rede Natura de cosméticos, que através de uma ação educativa conseguiu eliminar a queimada de palmeiras das quais são extraídos os óleos de parte de seus produtos. Agora, imagine se todas as empresas se preocupassem com o dano indireto ou direto que causam ao meio ambiente? Com toda a certeza viveríamos em um mundo muito mais verde e respirável. 

De qualquer forma, é importante citar que, seja qual for o tipo de responsabilidade social, elas não devem ser confundidas em nenhum momento com filantropia ou um simples assistencialismo.

Tais atitudes têm, na verdade, o intuito de promover o desenvolvimento sustentável da comunidade e do meio no qual estamos inseridos, ajudando na melhoria da qualidade de vida e não simplesmente como uma obrigação. Trata-se de dar chances e oportunidades para que todos possam usufruir de um mundo melhor.

Mas então, o que é ser socialmente responsável?

Você provavelmente deve ter chegado a conclusão de que ser socialmente responsável, enquanto empresário, é utilizar parte de seus lucros em prol de uma ação que gere benefícios para o meio ou para a comunidade. Sim, essa resposta não está incorreta, porém, é um tanto quanto evasiva.

Muito mais do que apenas “fazer por fazer”, ser socialmente responsável é uma questão de desenvolver empatia pelo próximo e pela vida. É ser capaz de ler as entrelinhas, as necessidades de seus colaboradores, entender como questões básicas afetam o mundo. É, de certa forma, saber dosar entre seus próprios interesses e as necessidades daqueles que colaboram para que o seu próprio sucesso seja possível. É o ser humano, não na espécie, mas na essência. 

Afinal, todos nós em algum momento da vida já nos deparamos com situações em que questionamos sobre nossos direitos básicos reprimidos, como por exemplo a justiça. Mas, será que você já parou para pensar em como você tem ou teve parte direta ou indiretamente para a ocorrência daquela situação vivida? Ou, dependendo do momento, no poder que você tem para ajudar a reverter esse quadro e impedi-lo de se repetir mais e mais vezes?

Muitas vezes é mais fácil falar, esbravejar, gritar e até mesmo se rebelar. São sentimentos comuns quando lidamos com cenários particularmente difíceis e injustos, não é mesmo? Mas ser socialmente responsável é se incluir ou como parte do problema ou como parte da solução. E essas, talvez, sejam umas das mais difíceis aceitações da vida: enxergar a própria participação em cada qual.

Mas pare por um minuto e reflita: qual o mundo que eu quero para mim e para as pessoas que são importantes na minha vida? Será que posso fazer algo para tornar possível essa realidade? Se sim, então faça a sua parte. Simples assim! Afinal, se você pode contribuir para que tenhamos uma sociedade mais justa e equalizada, com melhores oportunidades para todos e para um meio mais preservado, por que não? Os benefícios são para todos, inclusive para você.

No entanto, mais uma vez vamos nos lembrar que ser socialmente responsável é vestir a camisa e se enxergar como parte do contexto real. Não deve ser uma postura adotada só porque se trata de uma estratégia de marketing que conceitua sua empresa como politicamente correta, mas sim, trata-se de algo muito maior, que envolve a coletividade e funciona de forma voluntária e desinteressada. Pense nisso!

Por que é preciso se preocupar com a responsabilidade social?

Preocupar-se com responsabilidade social é, nada mais, nada menos, do que pensar e agir em prol de um futuro melhor para si e para os outros. Logo, a partir do momento em que você, empresário, entende que tem função tanto como pessoa física quanto jurídica, coloca-se no importante papel que desempenha como agente influenciador na sociedade. Seja de forma positiva ou negativa, detém nas mãos e no coração ferramentas poderosas capazes de mudar o mundo.

Obviamente, como temos certeza de que nossos leitores são pessoas do bem, sabemos que você, se já não realiza, considera promover ações que visem o benefício da coletividade, certo? Pois bem, é justamente sobre ter sensibilidade frente as questões sociais, econômicas, culturais e ambientais que a responsabilidade social versa.

Quais ações de responsabilidade social podem ser tomadas pelas empresas?

De forma geral, existe apenas um único determinante na escolha da ação a ser realizada: querer fazê-la. Após essa imprescindível decisão, o restante vai demandar apenas uma análise de suas capacidades financeiras enquanto empreendedor. E não é preciso ser uma empresa de grande porte ou com muitos recursos para agir de forma socialmente responsável. Na verdade, desde que você esteja disposto a fazer o bem, não é necessário recurso nenhum.

Por exemplo, se você é microempreendedor, pode optar por atitudes sustentáveis dentro do seu próprio estabelecimento, como a conscientização sobre o uso de água, energia, papel, copos plásticos e outros materiais e/ou recursos usualmente desperdiçados em grande escala. São iniciativas como “Adote o seu copo” que fazem a diferença. E o meio ambiente agradece!

Outra forma de exercer a responsabilidade social é buscar parcerias e realizar campanhas de arrecadação de roupas, alimentos, brinquedos, livros e outros itens para doação a uma instituição de sua escolha. São ações simples, práticas, sem ônus e imensamente vantajosas para quem delas se beneficiar.

Ainda, é válido lembrar que ações aplicadas diariamente moldam comportamentos e esses, por sua vez, são refletidos até mesmo fora do ambiente do trabalho. É uma corrente de bons exemplos que se perpetua.

Também há um outro tipo de atitude sustentável que vem sendo aplicado por empresas sérias na indústria do turismo e que vem atraindo muito a atenção de adeptos de ações sociais, sejam eles empreendedores ou pessoas comuns. Trata-se do chamado turismo sustentável, mas você sabe do que se trata?

De forma bem resumida, são viagens planejadas para que os usuários desfrutem da localidade escolhida e ainda possam contribuir com trabalhos voluntários locais. Interessante, não? Além da experiência da viagem em si e do intercâmbio cultural, essa é uma oportunidade fantástica de exercer o lado humano de cada um. Que tal oferecer uma viagem de incentivo como bônus para um funcionário em destaque?

Você pode, inclusive, fornecer uma viagem corporativa nessas condições. Essa pode ser uma excelente maneira de promover a responsabilidade social dentro do seu negócio ao mesmo tempo que inspira seu pessoal e colabora para um mundo melhor. Para fazer o bem, repetimos, é só começar!

Quais os benefícios de se adotar a responsabilidade social?

Apesar de ser uma ação voluntária e sem retorno financeiro direto para a empresa que se propõe a atuar de forma socialmente responsável, há alguns tipos de benefícios que acabam por ocorrer de forma espontânea. Assim, não é nada difícil imaginar que uma empresa que atue de forma solidária, em prol de um bem maior e de forma tão despretensiosa, conquiste olhares admirados de todos os lados e gere um impacto positivo na sociedade.

Desse modo, mesmo que esse não seja o intuito de tais ações, o marketing permite a melhoria da reputação da marca e até mesmo sua maior aceitação e procura. Outra vantagem é que, de forma geral, fazer o bem dissemina um sentimento motivacional capaz de aumentar a produtividade ao mesmo tempo em que estreita laços e melhora o clima organizacional da empresa, essencial para a boa continuidade do serviço realizado.

Igualmente, a marca de empresa que atua com responsabilidade social acaba por gerar um diferencial competitivo capaz de fidelizar clientes e atrair investidores de todos os lados, o que eleva ainda mais o status e as oportunidades de forma geral do empreendimento. Assim sendo, é inegável que o negócio acaba por ser prestigiado por seus atos, o que, convenhamos, é justo e merecedor.

Porém, há um ganho maior, impagável e imensurável em se adotar posturas socialmente responsáveis: o de ajudar uma pessoa, influenciar uma vida e ser capaz de transformar o mundo. Se não o mundo todo, o mundo de alguém. Não há dinheiro e tampouco reputação que supere a sensação de praticar o bem. E como resposta, o universo sempre retribui.

E você, já deu o primeiro passo?

Levando-se em consideração o atual cenário em que vivemos, não é novidade para ninguém que nos tornamos escravos do dinheiro, e que a desigualdade de recursos e oportunidades moldam cada vez mais o contexto separatista e injusto no qual estamos inseridos. E somos responsáveis – somos o problema, mas também somos a solução.  

Logo, como empresários, seja de instituições de pequeno, médio ou grande porte, essa responsabilidade se torna potencialmente maior para aqueles que aceitam o desafio. E apesar de ser uma atitude voluntária, uma vez assumida deve ser levada a sério, afinal, são vidas que passarão a depender de tal oportunidade.

A mudança promovida por pessoas socialmente responsáveis muda o cenário de nosso país, como muito bem colocado pela especialista na área Tanya Rothgiesser, que cita ainda que as ações de cunho sociais são capazes de “tornar o Brasil cada vez menos dependente de interferências externas para o seu desenvolvimento econômico e social sustentável, consolidando seu mercado interno e lucros maiores com marcas mais fortes — aqui e no exterior”.

Não há como discordar. Assim, não nos restam dúvidas de que, seja lá qual for o tipo de responsabilidade social a ser exercida, os benefícios são grandes e promissores. E desde que seja para o bem comum, toda causa é válida e muito bem-vinda. Então, você está pronto para pôr em ação aquele projeto que mudará muitas vidas? Não é preciso investir alto. Pequenos gestos fazem grandes diferenças. O importante é agir!

Esperamos que você tenha gostado deste artigo e aprendido um pouco mais sobre responsabilidade social, além de compreender o papel das empresas na construção de um mundo melhor. E lembre-se que nunca é tarde para nos conscientizarmos e investirmos em valores em vez de preços, afinal, preço é o que você paga e valor é o que você leva!

Caso você ainda tenha alguma dúvida ou queira saber mais sobre como exercer a responsabilidade social dentro do seu empreendimento, não deixe de entrar em contato com a nossa equipe. Ficaremos imensamente felizes em ajudar você nessa jornada para a promoção do bem. Conte conosco e até a próxima!