O conceito de economia circular se encaixa na frase de Lavoisier: “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Para continuarmos no planeta, produzindo de forma sustentável, precisamos aprender a trabalhar com os recursos naturais de acordo com o modelo da mãe natureza, ou seja, reaproveitando e não descartando.

Esta nova concepção de economia não é direcionada apenas para as indústrias, pois também deve ser adotada pelos diferentes ramos de empresas: comércio, restaurante, turismo, educação, entre outros. Todas as atividades produtivas do planeta, assim como os seres humanos, formam uma cadeia, estando todos conectados.

A grande divulgadora desta modalidade de economia pelo mundo é a Fundação Ellen MacArthur. Ellen é uma velejadora britânica que em suas viagens solitárias pelo globo se sensibilizou com o quanto os recursos naturais são escassos. Por isso, decidiu criar uma fundação com seu próprio nome.

A intenção deste artigo é explicar o que é economia circular e mostrar exemplos de empresas de reputação que adotaram este novo modelo de produzir e oferecer serviços de maneira sustentável. Acompanhe!

Empresas que adotaram a economia circular

Conheça alguns parceiros da fundação Ellen MacArthur e entenda como adotaram a economia circular em seus processos.

Coca-Cola

A Coca-Cola se uniu com a Verallia (multinacional especialista em fabricação de vidros) para derreter suas garrafas e obter outras novas, atingindo 100% do reaproveitamento do produto.

Unilever

A Unilever alterou a fórmula de seu sabão em pó, possibilitando a redução na dosagem recomendada, não alterando, contudo, o desempenho do produto. A partir disso, passou a economizar embalagem, energia na produção e transporte para entrega da mercadoria. Ou seja, com apenas uma estratégia ela promoveu uma cadeia de economia dentro da empresa.

Philips

A Philips lançou uma nova modalidade de negócio que se chama iluminação inteligente. O cliente adquire lâmpadas Leds de longa duração e a Philips mantém a propriedade dos materiais e oferece o serviço para prolongar a vida útil e o desempenho dos produtos.

Apple

A Apple, atualmente, trabalha com a fundação Ellen MacArthur, no entanto, já praticava a economia circular antes mesmo desta iniciativa ter sido criada, quando por meio do programa Apple Renew disponibiliza descontos para os clientes que entregam os aparelhos usados no momento de uma nova compra.

De certo, a tecnologia salva e prolonga vidas. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), a previsão é que poderemos atingir em 2030 o número de 8,6 bilhões de habitantes. Se o ser humano quiser continuar no planeta, ele precisa fazer uso inteligente dos recursos, dando tempo para que estes se renovem.

Para isso, devemos rever a forma de produzir e oferecer serviços, sendo esta é uma necessidade imediata. Para se ter uma ideia, a produção de lixo gerada pelos países industrializados triplicou nos últimos 30 anos. Se continuarmos desta forma, em breve não teremos onde descartar tantos resíduos!

Em consequência do grande volume produzido de lixo, a população paga um preço muito alto, tanto pelo impacto ambiental quanto pelo abalo financeiro. Em vez de investirmos nossas riquezas com lixo, poderíamos direcioná-las para trabalhos sociais. Aliás, sabia que despencamos no ranking de solidariedade? Infelizmente sim… mas, com essa iniciativa, reduziríamos parte do sofrimento de milhares de famílias que não têm sequer o que comer.

A economia circular não deve ser encarada como mais um programa de responsabilidade social em que as empresas se apresentam politicamente corretas diante da sociedade. Ela deve ser o “novo sistema de economia mundial” e precisa substituir o fracassado modelo tradicional de economia linear que trabalha em linha reta produzindo, utilizando e descartando.

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